Portinglês

Vivemos na era da internet. Podemos conversar com pessoas do mundo todo, ter contato com inúmeros idiomas. Os limites geográficos tornam-se irrelevantes.   Mas ao que parece tornam-se irrelevantes também os cuidados com nosso idioma.

Não que eu ache que todos devam ser pedantes, ou que um erro ou outro deva ser considerado um crime contra o português, mas às vezes me dói ler algumas coisas escritas por aí.

Moleskine e caneta

Deixando os fórums e chats de lado, que possuem um idioma próprio, acho que o pior problema na área da computação e tecnologia é o da tradução. Dada a velocidade do desenvolvimento da tecnologia, muitos termos são cunhados invariavelmente em inglês e tomados emprestados literalmente, quando temos tantas palavras na nossa língua que as expressam muito bem.

Exemplos clássicos são deletar, salvar, browser etc. Os motivos são diversos: ignorância da língua portuguesa, dificuldades em traduções inglês-português, aculturação, vontade de parecer “distinto”, etc.(Anglicismo).

Mas uma que me incomoda em especial é a palavra performance. Sempre me vem à cabeça uma peça teatral, um número de dança, quando o que querem dizer realmente, em um português claro, é desempenho (bom, talvez agora eu esteja sendo pedante :-). E outra, agora à pouco li em uma revista que o formato JSON (Wikipedia:JSON) é “menos verboso” que o XML. Tenha dó. Pode ser que algumas pessoas não entendam “menos prolixo“, mas inventar estas barbaridades é bem pior…

Um link para uma crítica melhor escrita: http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=10979.

Nota: Eu trouxe este meu texto a partir de meu Wiki, de onde ele será removido. Vou tentar focar o wiki em textos mais técnicos.