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Impressora Epson TX600FW

A  Epson TX600FW é uma multifuncional de rede, direcionada ao mercado SOHO – escritórios pequenos ou em casa -  oferecendo interfaces tanto ethernet quanto Wi-Fi. Isto significa independência de um computador conectado e ligado.  Para quem tem em sua casa mais de um computador, significa comodidade e facilidade de uso. Mas infelizmente facilidade de uso não é igual a facilidade na instalação.

Epson TX600FW

Windows Vista

Com o CD de instalação que acompanha o produto só consegui identificar e configurar a impressora na rede. A instalação final da impressora no próprio Windows Vista não deu muito certo, sempre falhando ao final, acusando falta de drivers. O jeito foi baixar o pacote com os drivers mais recentes:

Drivers para Windows e Mac OS

Mas ao instalar não havia a opção TCP/IP ou Rede nas portas disponíveis. O que fiz foi escolher o USB e proceder com a instalação. Após instalado, acessei as propriedades da impressora, na guia portas, e adicionei uma porta do tipo TCP/IP, apontando para o endereço 192.168.1.4. Este IP é o da impressora, que eu mesmo verifiquei através do roteador.

Após este procedimento a impressora finalmente ficou disponível para uso no Windows Vista.

Quanto ao scanner, instalei os drivers obtidos no link acima. Mas o software de digitalização da EPSON simplesmente não funcionou. Achei que era por falta de configuração e entrei no Definições EPSON Scan. Aha! Precisava mesmo configurar o IP da multifuncional. Mas  mesmo após identificá-lo, o EPSON Scan dava pau. Bom, ainda bem que existe o GIMP, que consegue digitalizar facilmente usando a TX600FW. Quer dizer que os drivers estão ok, mas o software de digitalizaçao da EPSON não.

Windows 7

No mesmo link indicado acima existem os drivers para Windows 7. Ou então acesse este: http://www.suporte-epson.com.br.
Usando o Firefox eu não consegui baixar o arquivo de primeira. Analisando o código fonte do popup dá pra ver que o culpado é um javascript sem vergonha. Assim montei na mão mesmo a URL para o arquivo. Ou use o IE.

O link para o arquivo é bem lento e propenso a interrupções. Mas com paciência consegue-se o driver.

Ubuntu

Num primeiro momento eu ia baixar e instalar os drivers do site da Avasys: drivers para Linux (Ubuntu e cia.). Mas infelizmente não existem os drivers para a arquitetura 64bits lá no site.

Mas então me ocorreu tentar instalar a impressora sem o uso de drivers externos. Bom, o Ubuntu deu conta do recado. Identificou, configurou e adicionou a impressora em dois cliques. E dizem que Windows é que é simples de usar! Bah.

O scanner ainda não configurei, mas posso adiantar que só instalar o pacote do site Avasys não é suficiente. As instruções que consegui nos fóruns do Ubuntu são:

- instalar os driver da Avasys;

- instalar o plugin do sane iscan-network-nt;

- editar o arquivo /etc/sane.d/dll.conf, certificando-se de comentar as linhas epson e epson2 e incluir o epkowa;

- editar o arquivo /etc/sane.d/epkowa.conf incluindo a linha net 192.168.1.4 (troque pelo IP da tua máquina).

(ok, ok, o Windows é que é fácil de usar…)

Se alguém conseguir, é só dizer aí embaixo!

Sem computador

A Epson TX600FW ainda digitaliza imagens e guarda automaticamente em um cartão de memória inserido nela, dispensando o uso de um computador. Uma pasta chamada EPSCAN é criada e uma outra pasta numerada dentro dela, contendo a imagem digitalizada.

Guia EPSON

Imagem digitalizada direto para o cartão de memória

Só faltou criar um PDF, mas para isto ela precisa de um computador.

Outras funções que não necessitam de um computador são de cópia de documentos – ou “xerox”, impressão de fotos a partir do cartão de memória e os serviços de fax  (que nem se funcionam, pois uso VoIP. Aliás usar FAX sobre uma linha de telefone criada em cima de uma conexão de internet usando pacotes TCP/IP em cima de uma infraestrutura de cabos coaxiais me lembra uma massa folhada…). Um dia ainda testo isso.

Vivo ZAP no Ubuntu 8.10 pelo N95

Há alguns dias, finalmente instalei o Ubuntu 8.10, Intrepid Ibex, em minha máquina. Fiquei sabendo pelos posts pela internet afora como ficou fácil e simples conectar-se a internet através de um modem, celular ou smartphone.

Eu já havia tentado isto com meu celular Nokia N95, mas sem ir fundo e editar arquivos de configuração, no Hardy Heron. Sem sucesso. O caso foi bem diferente agora. Vou relatar então como realizei esta tarefa, que acabou sendo muito simples. Note que testei no Vivo ZAP, mas pelo próprio wizard, ou assistente de conexão, percebi que deve ser mais fácil ainda conectar-se pela Oi, Tim e Claro. Você já vai ver o porquê.

O primeiro passo é bem simples. Basta conectar seu N95, ou outro celular e modem, via USB no seu notebook. Surgirá a opção de sempre no seu N95 para escolher o tipo de conexão. Escolha PC Suite. Aparecerá automaticamente a seguinte mensagem em seu desktop:

Blog assorted pics

Ao iniciar a configuração, seguirá um assistente, ou wizard. Basta seguir o assistente a la windows.

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Minha surpresa foi observar a tela abaixo. Já existem configurações prontas para alguns provedores de telefonia celular brasileiros. É claro que, pelos poderes de Murphy, meu provedor não estava no meio. A Vivo.

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Selecionei a Claro mesmo e concluí o assistente, nomeando a conexão criada como Vivo ZAP.

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Logo a seguir abri o editor de conexões para acertar a configuração para usar o Vivo ZAP.

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As telas abaixo dispensam comentários.

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E lembrando que o usuário é vivo e a senha é vivo. E é isto. Tudo funcionando!

Subversion no Qnap TS-109

Após comprar meu NAS Qnap TS-109 e fuçar suas configurações, dar uma olhada no sistema de arquivos, ligar o MySQL, o FTP e o Apache, percebi que seria uma boa configurar um servidor Subversion nele.

Após consultar o Oráculo encontrei dois sites muito úteis: o Wiki e o Fórum da Qnap.Visitando o fórum percebi que existe uma maneira bem prática de se instalar um aplicativo qualquer no NAS. É só usar o IPKG.

O ipkg é um gerenciador de pacotes no estilo apt-get e yum, mas voltado para dispositivos móveis. Como a arquitetura do meu NAS é ARM, similar aos handhelds que comumente rodam o ipkg, a própria Qnap adicionou suporte à este gerenciador de pacotes, denominando o pacote QPKG.

Para adicionar suporte ao ipkg foi bem simples, foi só atualizar o firmware do NAS, e depois seguir as instruções que o próprio site da Qnap oferece.

Instalado o QPKG, ficou bem simples instalar o Subversion:

#ipkg update
#ipkg install svn

E está instalado!

Repos

Instalado o Subversion, criei um diretória para conter o repositório que guardará meus dados. Para isto basta criar um Network Share,  que chamei de  Repos. Para criar basta entrar na página web do seu NAS e ir em Administration → Network Share Management. Por que não direto no shell? É por que os diretórios criados pela interface do NAS ficam disponíveis para o FTP, backup, Web File Manager, ACLs, sem dores de cabeça. Os diretórios criados assim ficam disponíveis como links simbólicos em /share.

Criado o diretório, foi só transformá-lo em um repositório SVN:

#svnadmin create /share/Repos

Daemon

Falta apenas ligar um daemon para que o SVN fique ativo a cada reboot. Para que isto funcione, criei um script autorun.sh no diretório de configuração do NAS. Este diretório reside na memória flash do danado, então é necessário montá-lo, criar o script, tornar o script executável, desmontá-lo. E foi o que fiz:

# mount -t ext2 /dev/mtdblock5 /tmp/config
# vi /tmp/config/autorun.sh

Editei o arquivo com o Vi, inserindo o seguinte conteúdo:

#!/bin/sh

#sym-link /opt to /opt
rm -rf /opt
ln -sf /share/MD0_DATA/.qpkg/Optware /opt

#export PATH
export PATH='/bin:/sbin:/usr/bin:/usr/sbin:/usr/bin/X11:/usr/local/sbin/opt/bin:/opt/sbin'

#run Optware packages start scripts
for optscript in `ls /opt/etc/init.d/S* | grep -v '~' | sort`
${optscript}
done
# chmod +x /tmp/config/autorun.sh
# umount /tmp/config

Isto faz com que quaisquer scripts que residam em /opt/etc/init.d/, e cujo nome comece com S, sejam rodados em ordem alfanumérica.

Só faltou criar o script que inicia o daemon do SVN:

#mkdir /opt/etc/init.d
#vi /opt/etc/init.d/S01svnserve

Com o seguinte conteúdo:

/opt/bin/svnserve -d -r /share/Repos

Testei em meu laptop com um:

svn list svn://IPdoNAS/

E tudo ok!

Fechando

O Qnap TS-109 me surpreendeu por sua flexibilidade. Muitos dispositivos por aí rodam com Linux embarcado, mas poucos se preocupam em oferecer ao usuário a possibilidade de extrair mais deste excelente SO, não se diferenciando de produtos que rodam com SO proprietário.

Mas o TS-109 é uma exceção. Só o fato de disponibilizar os pacotes Optware através do ipkg já se abrem as portas para inúmeros aplicativos, dentre eles o Subversion.

NAS Qnap TS-109 Turbo Station

Há muito tempo eu pensava e ter uma solução para armazenar meus arquivos: músicas, fotos e documentos, uma solução que fosse prática e que tivesse mais funções que apenas um HD externo para backup. Eu já havia pesquisado sobre Network Attached Storage – NAS, mas no Brasil isto é bem difícil de se encontrar, ao menos para o usuário doméstico.

Achei!! Oh não!

Mas então li um artigo na coluna do Flávio Xandó, no Fórum PCs, sobre o  Qnap TS-109 Turbo Station e fiquei bastante ansioso em adquirir o produto. Entrei em contato com o pessoal da Almac, que são os revendedores da marca no Brasil, e, levado pela atenção e cuidados que eles tinham comigo, possível cliente, comprei o produto.

Após o pagamento, já tendo sido alertado que demoraria cerca de 7 dias úteis para a chegada da encomenda, iniciou-se minha espera. Bom, passados os 7 dias, entrei novamente em contato, e a atenção que eles haviam tido comigo antes da compra havia caído pela metade… Sempre simpáticos, seja via telefone ou email, mas agora demoravam mais a responder. Para alguém que já havia pago e estava esperando já há uns 15 dias isso não era nada animador. Um geek esperando um gadget é uma criatura muito ansiosa…

Mas após mais de mês de espera, algumas ligações, emails enviados, finalmente chega o bendito!! \o\|o|/o/
E valeu cada dia de espera! Obrigado ao Roberto e à Priscila da Almac, que sempre me atenderam bem.

Funções mil

O TS-109 me surpreendeu. Apesar da velocidade não ser excelente, as funcionalidades que ele entrega são muitas. Vamos ver:

  • FTP;
  • SSH;
  • Servidor HTTP;
  • MySQL;
  • PHP (pena não ser o 5);
  • UPnP DNLA (eu nem sabia o que era isso);
  • sistema de gerenciamento de downloads via http, ftp e bittorrent!;
  • CIFS/SMB (faltou, ou não achei, suporte a NFS);
  • e muitas ferramentas que uma distro Linux dispõem: contas de usuários, quotas, etc.

A instalação é bem simples: abrir, colocar o HD, fechar, plugar os cabos de força e rede e apertar o botão de ligar.

Ok, precisa de um micro com Windows ou Mac OS para rodar o software de instalação. Este software  busca o aparelho na rede e realiza algumas tarefas, que acredito serem particionar o HD, formatar (em Ext3) e instalar o SO a partir do firmware.

Depois disto todas as funcionalidades ficam disponíveis na interface administrativa via navegador. A interface é bem simples, embora eu ache que os ícones utilizados não sejam muito felizes.

DNLA e UPnP

Bom, minha primeira tarefa foi verificar as funções relacionadas com multimídia. Após algumas horas carregando minhas dezenas de gigabytes de fotos e músicas, liguei o famigerado servidor DLNA. Descobri então que o TS-109 utiliza o Twonky Media como servidor de conteúdo multimídia.

O Twonky Media (que nomezinho, não?) analisa os arquivos em um diretório pré-definido (/Qmultimedia) em busca de metadados (coisas como tags ID3), criando um índice. Como testar este servidor multimídia agora?

Bom, saquei meu N95 e perguntei ao Oráculo. Hmm… Basta ir, no smartphone, em FerramentasConectividadeMídia Local.
Surgirá um Wizard com perguntas básicas, e, magicamente, você terá acesso aos arquivos no TS-109, a partir do celular!

Animado com isto, pensei em testar em mais alguma coisa. Pensei então no Amarok. Infelizmente não deu (por enquanto). Bom, então que tal o Rhythmbox? Este foi fácil Foi só ligar que ele já estava lá:

Veja no cantinho um ícone de um servidor chamada NUMENOR. Foi só clicar nele que surgiram as listas de álbuns/músicas que aparecem na imagem. =)

Meu próximo passo será testar alguma aplicação web usando a pilha LAMP. No manual consta a instalação automática do Joomla. Mas isto fica pra outro post.

Fechando

O Qnap TS-109 é um NAS pequeno, cabe em qualquer canto, não aquece muito e tem um desenho bem limpo. Ele fica bem em cima da sua mesa, sem incomodar, pois não tem ventoinhas para fazerem barulho.

Possui muitas funções prontas para uso. Requer um pouco de conhecimentos de rede e sistemas Linux para poder usufruir de tudo que ele oferece, mas a interface web ajuda bastante na tarefa.

É uma ótima aquisição para os que buscam algo a mais, muito mais na verdade, que apenas um HD externo do tipo WD My Book, e recomendo a todos os fuçadores de plantão.

Um computador dedicado teria todas estas funções, mas não seria tão prático, pequeno, silencioso e econômico no consumo de energia.

Ubuntu Intrepid Ibex vai à Beta!

Saiu a versão beta do novo Ubuntu, Intrepid Ibex!

Ubuntu 8.10 Desktop Edition delivers the features you need for an
increasingly mobile digital life, including 3G wireless support and
guest sessions that lets users temporarily share computers without
compromising security.

Para quem quiser arriscar: http://www.ubuntu.com/testing/intrepid/beta.

Espero que o problema que simplesmente matava algumas placas gigabit Intel tenha sido sanado…

Ubuntu 8.04.1 lançado hoje

Lançaram a primeira versão de manutenção do Hardy. Pensem nele como um service pack.
Quem for instalar o Ubuntu em alguma máquina, sugiro baixar esta nova versão, para evitar um longo e demorado update logo após a instalação…

The Ubuntu team is proud to announce the release of Ubuntu 8.04.1 LTS, the
first maintenance update to Ubuntu’s 8.04 LTS release.

In all, over 200 updates have been integrated, and updated installation
media has been provided so that fewer updates will need to be downloaded
after installation. These include security updates and corrections for
other high-impact bugs, with a focus on maintaining stability and
compatibility with Ubuntu 8.04 LTS.

http://www.ubuntu.com/getubuntu/download

Consertando o GRUB

Como sempre ocorre, acabei ficando sem espaço em meu disco rígido. Resolvi então diminuir o espaço dado ao Windows no sistema (qualquer dia eu apago de vez, mas ainda quero jogar GP Legends…) usando o Ubuntu 6.10 LTS Live CD e o Gparted.

O melhor a fazer com o Gparted é realizar uma ação por vez. Diminui a partição em 10GB do Windows e criei uma nova no sistema de arquivos ext3 com o espaço criado. Reboot! Ops…

O sistema deixou de subir, mostrando uma mensagem de erro do GRUB bem elucidativa: ERROR

O fato é que com a movimentação nas partições, os números que as identificam também mudaram. Eu precisava então fazer algumas coisas:

  1. descobrir a nova numeração;
  2. atualizar o GRUB na MBR;
  3. atualizar o arquivo /boot/grub/menu.lst.

Solução: usar novamente o Ubuntu Live CD.

Após carregar o sistema do CD, abri um terminal e montei o sistema de arquivos da partição onde se encontrava o Linux, com o seguinte comando:

sudo mount -o dev /dev/sda5 /media

Isto monta a partição raiz do Linux do disco rígido no diretório /media. Eu soube que era /dev/sda5 através do Gparted.

Entrei no diretório /media e executei o GRUB, o que abriu seu próprio prompt, :

$>sudo grub

grub>

Neste prompt procurei então pela nova denominação da partição

grub>find /boot/grub/stage1

O que devolveu:

(hd0,4)

Ah ha! Agora é so consertar o GRUB, configurando corretamente em que partição se encontram seus binários e arquivos de configuração:

grub>root (hd0,4)
grub>setup (hd0)
grub>quit

Agora o sistema irá ligar e deixar de emitir o erro do GRUB, MAS…. Ainda falta atualizar o arquivo de listagem do boot. Executei então o comando:

$>sudo gedit /media/boot/grub/menu.lst

E troquei todas as instâncias em que estavam escritas (hd0,6) por (hd0,4), que é a nova numeração da partição.

E agora que consegui entrar no Ubuntu vou atualizá-lo para o Feisty Fawn! =)

Nota: o comando para saber o UUID de uma determinada partição é vol_id <device>.

Laptop + Debian GNU/Linux

“Os usuários do Linux não apenas gostam de seus sistemas-
eles estão preparados para batalharem por eles,
consertá-los e torná-los melhores, mais rápidos e seguros
do que um computador com Windows jamais sonhou em ser.”
— Nemeth, Snyder e Hein – Manual Completo do Linux

debian laptop


Nota: as informações abaixo se referem ao Debian Sarge. Mudei recentemente (out/2006) o SO para o Ubuntu Dapper (6.06) e tudo funcionou corretamente após instalado (bom, menos a cedilha…). Placa Wi-FI PCMCIA, Ethernet PCMCIA, som, medidor de bateria… Recomendo para todos que desejam uma primeira experiência com o Linux sem dores de cabeça. Sendo assim este texto está em sua maior parte obsoleto.

Como eu me mudei para um lugar um tanto longe de minha casa, e precisava de um micro, acabei optando pelo conforto e conveniência de um laptop (ou notebook). Pesquisando alguns preços, acabei decidindo pela compra de um Toshiba Satellite 1000-S157 usado, cuja configuração pode ser conferida logo abaixo.

Vendo que não conseguiria jogar (no máximo um Starcraft) devido ao fraco desempenho em 3D, e decidido em instalar um sistema Linux, acabei por descartar completamente o Windows como opção até para um eventual sistema dual-boot.

Quebrando um pouco a cabeça para configurar e instalar certas coisas, criei esta página para relatar minhas experiências neste processo. Tenha em mente que isto deu certo para mim. Não quer dizer que dará certo para você. Mas quem sabe não seja útil para alguém. =)

Note que para entender os processos descritos nesta página é necessário um pouco de conhecimento sobre os sistemas GNU/Linux. Um ótimo livro para isto é o Manual Completo do Linux – Guia do Administrador, de Nemeth, Snyder e Hein. A página oficial do livro é www.admin.com (em inglês). A versão que eu tenho é a traduzida, editada pela Pearson Education/Makron Books.

Tuxmobil

descrição

modelo/n. Toshiba Satellite 1000-S157
processador Mobile Intel® Celeron® 1.06GHz (núcleo do PIII)
memória/max. 256MB/512MB
hdd 15GB
monitor 14.1 TFT 1024×768
controladora gráfica Intel 830MG
memória de vídeo 8MB (UMA)
som Crystal CS4299-A Codec Chip
pc card (PCMCIA) TypeIIx2 ou TypeIIIx1
usb 3 portas
modem V.90/56K integrado

instalação do sistema Debian GNU/Linux

A distribuição de Linux que escolhi foi o Debian Sarge, devido à grande quantidade de pacotes disponíveis e à ampla literatura existente para consulta na internet. E também por simpatizar com o conceito do projeto Debian, de ser um sistema totalmente produzido por voluntários de todo o mundo.

O único cuidado na instalação, relativo ao funcionamento do X system, é utilizar o driver de vídeo do Intel i810, pois não existe uma específica ao 830MG do laptop.

Para modificar qual tipo de distribuição Debian você quer após a instalação, basta modificar o arquivo /etc/apt/apt.conf colocando/editando a seguinte linha:

APT::Default-Release "testing";

E para instalar qualquer pacote diretamente dos servidores Debian, basta dar o comando:

# apt-get -t distribution install package


Onde distribution pode ser stable, testing ou unstable e package é o nome do pacote a ser instalado. Veja o manual do apt para mais informações.

Note que o meu kernel é o 2.6, compilado a fim de poder decidir quais módulos incluir.

compilando um kernel otimizado

Para otimizar o desempenho de minha máquina, assim como finalmente aprender a configurar e compilar um kernel Linux, decidi por a mão na massa. O fato é que o processo foi bem mais fácil do que eu esperava, principalmente por causa das ferramentas do pacote kernel-package.

E posso dizer que o trabalho todo compensa! Tomei um susto ao me deparar com diferença no desempenho antes e depois de compilar o kernel. Eu não sei quantificar esta diferença, mas ela foi claramente perceptível em qualquer uso que eu fiz do laptop. Melhor e mais barato que um upgrade de hardware. Deu vontade até de compilar todos meus programas, ao invés de baixar os pacotes pré-compilados. Mas fiquei quieto num canto até esta vontade passar. =)

As instruções para se compilar um kernel no Debian podem ser vistas na seguinte página: newbiedoc.sourceforge.net

HDparm

Primeiramente, vamos melhorar a velocidade do HD. Mas como isto é possível? Bom, o Debian, por padrão, configura seus dispositivos da maneira mais confiável possível, minimizando possibilidade de problemas. Ou seja, o HD é configurado para operar sem o DMA ativado: lerdeza na certa.

Vamos então utilizar o HDparm para melhorar o desempenho do HD. Para ativar o DMA basta inserir o seguinte bloco de texto no arquivo /etc/hdparm.conf:

command_line {
hdparm -c3 -m16 -d1 /dev/hda
}

E pronto! Ao reinicializar sua máquina, tudo estará mais ligeiro.

Para ver o quanto seu HD ficou mais rápido, antes de modificar o arquivo supracitado, dê algumas vezes o comando

# hdparm -t /dev/hda


Agora dê o comando

# hdparm -c3 -m16 -d1 /dev/hda


, e logo após dê o comando

# hdparm -t /dev/hda


novamente. Viu como melhorou?

WindowMaker

Como gerenciador de janelas, ou window manager, eu costumo utilizar o WindowMaker. Antes era por causa do desempenho, agora é por questão de gosto mesmo.

Para instalar o pacote Debian mais recente para sua configuração basta dar o comando:

# apt-get install wmaker

Giro (Vésper)

Finalmente consegui configurar o Giro para funcionar no meu laptop. Para quem não sabe, Giro é o serviço de banda larga da Vésper, em São Paulo. A diferença para outros serviços de banda larga é que este utiliza um modem com tecnologia CDMA (G3) e interface USB. Ou seja, dor de cabeça (ou diversão, dependendo do usuário) para quem usa Linux. A marca e modelo do modem é LG LST-D400.

Antes de mais nada, configure o seu kernel para possuir os seguintes módulos:

alias char-major-108 ppp_generic
alias /dev/ppp ppp_generic
alias tty-ldisc-3 ppp_async
alias tty-ldisc-14 ppp_synctty
alias ppp-compress-21 bsd_comp
alias ppp-compress-24 ppp_deflate
alias ppp-compress-26 ppp_deflate

Os itens da lista acima foi tirado do meu modules.conf. Aproveite e coloque as linhas acima no modules.conf, caso após ter incluído os módulos via configuração do kernel eles não tenham surgido.

Depois crie/edite os seguintes arquivos: /etc/ppp/peers/giro e /etc/chatscripts/giro. Eis o arquivo /etc/ppp/peers/giro:

/dev/ttyACM0
noauth
connect "/usr/sbin/chat -V -v -f /etc/chatscripts/giro"
defaultroute
lock
usepeerdns
debug
user "kamikaze@giro.com.br"
noipdefault
nobsdcomp

E eis o /etc/chatscripts/giro:

TIMEOUT 10
ABORT "BUSY"
ABORT "NO ANSWER"
ABORT "NO CARRIER"
ABORT "NO DIAL TONE"
ABORT "RING\r\n\r\nRING\r"
'' AT+CRM=1
TIMEOUT 60
OK ATD\#777
CONN

Só falta definir sua senha no arquivo /etc/chap-secrets. Basta inserir no arquivo a seguinte linha:

"usuario@giro.com.br" * "suasenha"

É claro que você deve utilizar suas próprias informações.

Agora basta dar o seguinte comando:

$ sudo pon giro


E pronto! Você estará conectado! Caso isto não ocorra, dê um tail no arquivo /var/log/messages para saber qual o problema.

placa de rede wireless

debian laptop Comprei uma plaquinha PCMCIA para poder acessar o Speedy Wi-Fi, cuja marca e modelo é TRENDnet tew-226pc.

Embora eu ainda não tenha acessado os hotspots Speedy Wi-Fi, consegui estabeler com sucesso uma conexão caseira usando o roteador D-Link DI-514, um roteador com 4 portas RJ45 e access point padrão 802.11b (11Mbps) para acesso sem-fio. Assim, basta eu ligar o laptop que já estou ligado à internet.

Seguem os passos executador por mim, recolhidos de fontes na internet. (a maior parte das informações foi obtida em http://tiefighter.et.tudelft.nl/~arthur/wpc54g/)

Primeiro identifiquei qual o driver certo para o funcionamento da placa pcmcia em sistemas Linux. Meus dados são:
* modelo: TRENDnet tew-226pc
* núcleo: Realtek RTL8180L
* driver: driver correspondente ao núcleo RTL8180L, para Windows XP(v1.73), através do ndiswrapper

Após baixar o driver e descompactá-lo em local conveniente, editei o arquivo /etc/apt/sources.list adicicionado o seguinte endereço:

deb http://rigtorp.se/debian/ unstable/

Após atualizar o apt (com o comando apt-get update), instalei o restante dos pacotes necessários:

# apt-get install ndiswrapper ndiswrapper-source


Abri o pacote com o código fonte do módulo, e entrei no mesmo para criar um pacote debian (adapte KSRC para apontar para o código-fonte de seu kernel)(note que rules é um executável que se encontra dentro do diretório criado):

# debian/rules binary-modules KSRC=/lib/modules/`uname -r`/build

Instale o pacote debian criado:

# dpkg -i ../ndiswrapper-modules-*.deb


Agora vá para o diretório com o driver de sua placa e carregue o módulo com o driver:

# ndiswrapper -i NET8180.inf # update-modules # modprobe ndiswrapper


Para que o módulo seja sempre carregado em tempo de boot:

# echo ndiswrapper “”>>“” /etc/modules


Agora instale o pacote dhcpcd:

# apt-get install dhcpcd


Acrescentei estas linhas ao arquivo /etc/dhcpc/config:

wlan0)

# Uncomment this to allow dhcpcd to set the DNS servers in /etc/resolv.conf
# If you are using resolvconf then you can leave this commented out.
#SET_DNS='yes'

# Add other options here, see man 8 dhcpcd-bin for details.
OPTIONS=''
;;

Embora eu ache que não faça diferença =).

debian laptop Para que tudo se automatize, e as configurações entrem em vigor ao inserir a placa pcmcia, instale os pacotes waproamd e ifplugd:

# apt-get install waproamd ifplugd


Edite o arquivo /etc/default/ifplugd, configurando HOTPLUG_INTERFACES para “all” e edite /etc/default/waproamd configurando HOTPLUG_INTERFACES para “all”. Por fim edite o arquivo /etc/network/interfaces e inclua:

iface wlan0 inet dhcp

E reinicie os seguintes serviços:

# /etc/init.d/ifplugd restart # /etc/init.d/waproamd restart


Cheque se tudo está funcionando através dos comandos iwlist e iwconfig. Cheque as páginas de manual para saber como utilizar estas ferramentas (inclusas no pacote wireless-tools).

câmera digital

Comprei uma câmera digital, uma Canon PowerShot A400. Esta câmera é muito boa, considerando a qualidade das imagens e funcionalidades. Mas existe um porém: não consegui acessar seu conteúdo montando sua memória como um dispositivo de armazenamento USB padrão.

O problema é que as câmeras da Canon não utilizam o protocolo “USB Mass Storage”. Sendo assim, é necessário a instalação dos seguintes pacotes Debian: libgphoto2-2, gphoto2 e gtkam (opcional).

Após instalados, é só digitar a seguinte linha de comando (note que é necessário estar como superusuário, ou usar sudo) :

# gphoto2 –auto-detect


Assim é possível observar se a câmera foi detectada corretamente. Para ter acesso às imagens em sua memória, basta entrar com:

# gphoto2 –list-files


O resto dos comando veja nas páginas de manual do gphoto2, ou utilize o gtkam, um ui para o gphoto2.

USB Mass Storage Device

Comprei um HD de 200GB para armazenar alguns títulos de MP3 e coloquei-o em um dispositivo USB para acesso externo ao HD, mas tive problemas em montá-lo utilizando o comando:

$ mount /media/usb


Descobri que, devido ao modo como particionei o HD, o mesmo não constava como /dev/sda1, como acontece costumeiramente com pendrives e similares, e sim em /dev/sda5. Descobri isto através do comando:

# fdisk -l


Assim, bastou acrescentar a seguinte linha no arquivo /ets/fstab:

/dev/sda5 /media/ehdd auto rw,user,noauto 0 0

E, obviamente, criar o diretório /media/ehdd:

# mkdir /media/ehdd


Assim, para montar o HD externo, basta executar:

$ mount /media/ehdd

Unison

Como possuo contas em vários micros (casa, estágio, faculdade), com arquivos interrelacionados espalhados por todos eles, é muito difícil saber qual arquivo está onde e em que máquina está o arquivo mais recententemente editado. Para solucionar isto procurei por algum sofware que pudesse sincronizar meus arquivos, inclusive entre sistemas Windows e Linux. Encontrei o Unison

Muito prático. Para que funcione também no Windows (que não possui SSH, necessário ao Unison), instale o OpenSSH. Posso dizer que funciona bem, pois sincronizei quase 1GB de fotos que tirei em minha câmera digital entre o o meu desktop (Windows) e meu laptop (Debian Linux). E para visualizar estas fotos utilizo o gtksee.

Xine e MPlayer

Para instalar o MPlayer siga as instruções da página http://debian.video.free.fr/, que hospeda pacotes não oficiais (e portanto mais recentes) do MPlayer.

Ou seja, caso sua distribuição Debian seja Sarge (testing), coloque a seguinte linha no arquivo /etc/apt/sources.list:

deb ftp://ftp.nerim.net/debian-marillat/ testing main

Agora instale o pacote mplayer-686 e todos os pacotes recomendados e sugeridos por ele.

O Xine eu não me lembro, mas devo ter instalado dos repositórios oficiais mesmo, com o comando:

# apt-get -t unstable install xine-lib xine-ui

TeX/LaTeX

Para produzir textos na faculdade, costumo utilizar o LaTeX. Caso você se interesse, existe um ótimo tutorial para editar textos usando esta ferramenta, o The Not So Short Introduction to LaTex (arquivo PDF).

Para ter um ambiente LaTeX em sua máquina, basta instalar os seguintes pacotes:

# apt-get install tetex-base tetex-bin tetex-extra tetex-doc lacheck

Squeak

Squeak se trata de um arcabouço (ou framework) para a linguagem SmallTalk, considerada por muitos a melhor linguagem já escrita.

Infelizmente o Squeak, apesar de ser um projeto Open Source, não possui um pacote oficial do Debian. Assim foi preciso modificar algumas coisinhas antes de instalá-lo em meu sistema.

Assim foi necessário inserir no arquivo de fontes do APT os repositórios para os pacotes pré-compilados do Squeak. O arquivo a ser modificado é o /etc/apt/sources.list, e deve-se colocar as seguintes linhas:

deb http://box2.squeakfoundation.org/files/debian/ unstable main
deb-src http://box2.squeakfoundation.org/files/debian/ unstable main

Depois devemos atualizar o banco de dados do APT e instalar o Squeak com os seguintes comandos:

$ sudo apt-get update
$ sudo apt-get install squeak squeak-image3.6


E pronto, basta digitar squeak na linha de comando e tudo funcionará bem.

Fonte: http://minnow.cc.gatech.edu/squeak/3616