Analogia pobre

As analogias servem para se apresentar, de maneira fácil, uma idéia complexa. No entanto, ela é mais utilizada para apresentar, de maneira distorcida, uma idéia a qual quero garantir apoio (ou repúdio).

Um exemplo é o texto “A delinqüência no mundo virtual“,  de Vittorio Medioli, sobre a Lei Azeredo (que encontrei pela web, lendo sobre a PLS 607/2007):

É norteada por um intuito preventivo, como seria a construção de uma passarela antes de acontecerem dezenas de atropelamentos no mesmo local. Sabe-se que aí as vítimas aumentarão em breve, e agir com rapidez permitirá economizar transtornos e lágrimas.

Creio que  uma analogia melhor seja:

É norteada por um intuito monitorativo, como seria a construção de um posto de checagem, onde se anotaria o horário, o nome, a origem e destino de qualquer pessoa que porventura passe pelo local. Assim, em caso de necessidade, pode-se consultar esta base de dados.

Creio que assim fica mais claro o que a lei implica, ao invés do objetivo, correto ou não, que se quer passar adiante. Quem responde pelo uso destas informações? Elas servem apenas para identificar culpados de “atropelamento”? Surgem questões de deixar qualquer paranóico de cabelos em pé…