ajudando o próximo com o Kiva

Costumo usar o Google Reader  – tanto que está se tornando mais um vício – e sigo alguns blogs de programadores e entusiastas linux. Em meio aos textos, li um post de Nat Friedman – criador do SUSE Studio, que me tocou.

Já viu o post? Vá lá ver, eu espero.

Ele doou USD 169,00 à uma escola pobre para a compra de lápis de cor e apontadores.  E recebeu algumas cartas das mesmas crianças que receberam os lápis.  Uma ação tão pequena, gerando uma dose de emoção tão grande. Fiquei com inveja.

Uma característica que admiro em uma pessoa é a capacidade de transformar coisa ruins em coisas boas.  Eu, como toda pessoa, estou repleto de coisas ruins. Eu quero me admirar. Eu tenho inveja do Nat. Eu acredito no capitalismo.

Como tirar algo bom disto tudo? Eu encontrei o Kiva. O Kiva é um sistema de microcrédito para minúsculos empreendedores em partes pobres do mundo.  Você adere ao Kiva para agir como um financiador de empreendimentos alheios, emprestando dinheiro, de forma a fornecer crédito para estas pessoas, presas à informalidade e sem acesso ao tipo de crédito que bancos fornecem.

Choose an Entrepreneur, Lend, Get Repaid

Eu? Financiando alguém? Um banco financia, uma grande instituição financia, como alguém como eu pode financiar alguma coisa? Ora, emprestando o valor de USD25,00! Note o emprestar. Ele será devolvido, com algum juro. Como todo empréstimo ele tem seus riscos, e um deles é você conseguir ajudar e mudar a vida de alguém, e ainda ter seu dinheiro de volta.

De um modo geral eu sou contra doações. A não ser que elas gerem oportunidades. E o  que o Kiva faz é exatamente isto, dar oportunidade às pessoas – isto é humano, e sob a forma de crédito, não doação – isto é capitalismo.  Este dinheiro que volta pode ser investido em outro empreendedor. Nota o ciclo virtuoso?

Pronto, não tenho mais inveja do Nat.  Só um pouco.

PS: Aqui está meu perfil no Kiva: http://www.kiva.org/lender/seiti. Sim, eu fiz bem pouco, eu sei. Mas o que você já fez? Me conte, logo abaixo =)